• Bruna Maria Vieira

Tudo o que você precisa saber sobre os laxantes (e verdades que nunca te contaram)

Atire a primeira pedra quem nunca ficou com intestino preso e se desesperou para fazer ele funcionar.


A prisão de ventre e as fezes endurecidas são um incômodo e se você está lendo este artigo provavelmente está com um destes problemas (ou os dois).


Um dos perigos de ficar com o intestino sem funcionar por muito tempo é desenvolver o temido fecaloma, que são fezes muito duras que praticamente se tornam uma pedra. Sendo difíceis de serem eliminadas, precisando até serem retiradas manualmente (acho que você entendeu o que estou te falando) e em alguns casos (bem mais raros) devem ser retiradas por meio de cirurgia.


Sintomas do fecaloma

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Incluem fezes duras e pequenas ou em forma de bolinhas (parece coco de cabra), dificuldade para evacuar, dor e inchaço na barriga, pode ter presença de sangue e muco nas fezes e cólicas.

Tipos de laxantes

A presença de uma alimentação desequilibrada, o uso medicamentos e até algumas doenças propiciam o aparecimento da constipação. E dependendo da situação se faz necessário o uso de laxantes que podem ser 4 tipos:

  • Laxantes estimulantes, irritantes ou de contato.

  • Amaciadores (ou emolientes).

  • Osmóticos.

  • Formadores de massa.

Laxantes estimulantes, irritantes ou de contato


Eles estimulam o movimento do intestino, quando comparado ao laxante osmótico, o tipo estimulante tem ação bem mais rápida se inicia de 6 a 12 horas após o uso. Por serem fortes podem ocorrer "diarreias explosivas" tendo que ter cuidado aonde você estará quando o laxante fazer efeito.


Nesta categoria você encontra o bisacodil, Dulcolax, Dicodil, Lacto Purga, Bisalax, picossulfato de sódio conhecido com o nome de Rapilax, Guttalax.

E a base de plantas laxativas como o sene e cáscara sagrada neste grupo você encontra como o Almeida Prado, Tamarine e Nattureti.


Porém eles são considerados o “crack” do intestino, literalmente ele fica viciado. Como o estímulo destes laxantes são muito fortes. O nosso corpo começa a só responder a eles. E quando o nosso corpo envia sinais para o cérebro dizendo que é hora de evacuar ele não reconhece mais. Por isso o uso recomendado destes medicamentos é de no máximo 7 dias. Infelizmente muita gente usa de forma contínua e com isso desenvolve uma constipação crônica. Sendo necessário um acompanhamento nutricional importante e intensivo para tirar o “vício” deste intestino.


Amaciadores (ou emolientes)


Esse tipo de laxante permite que a água penetre nas fezes, amolecendo-as. Eles também podem ser chamados de emolientes, uma vez que podem conter óleo mineral em sua composição, o que permite a lubrificação da massa fecal. Porém eles podem diminuir a absorção de vitaminas, portanto o seu uso também não pode ser constante, principalmente em idosos que apresentam naturalmente uma menor absorção dos nutrientes de forma geral.


São laxantes deste tipo o docusato de sódio, o Humectol D e o óleo mineral.


Osmóticos


Os laxantes do tipo osmóticos são aqueles que estimulam a absorção de água no intestino com o objetivo de amolecer as fezes e facilitar a passagem pelo reto. Seu efeito geralmente demora mais, variando de dois a três dias para ser notado.


São laxantes deste tipo a lactulose, Lactulona, Colact, Pentalac, macrogol e Peg Lax.


Um detalhe importante para agir este laxante precisa de água, então é necessário tomar água em quantidade suficiente.


Formadores de massa


Eles aumentam o tamanho das fezes e são à base de fibras alimentares naturais ou sintéticas. Destes os mais conhecidos são o PlantaBem, Psyllium, Fiber Mais, Stimulance Multi Fiber, policarbofila cálcica e Benestare.


Eles simulam uma alimentação rica em fibras, o que naturalmente tem numa alimentação saudável. Mas para funcionarem corretamente tem que ter o consumo adequado de água, senão acontece ao contrário, a fibra fica seca e deixa as fezes mais duras. Tem uma frase que eu sempre digo: “fibra sem água é rolha!”. Um detalhe, ele só começa a ter efeito a partir de dois a três dias.


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Qual é o melhor laxante?


O melhor mesmo é ter uma alimentação equilibrada com quantidades suficientes de fibras e água, assim não apresenta contraindicação podendo ser utilizado por idosos, crianças e gestantes.


Caso seja necessário usar, os osmóticos e os formadores de massa são menos agressivos. Mas a constipação indica que algo não está legal com o nosso organismo, sendo necessário investigar o que está acontecendo. Para isso é necessário procurar ajuda profissional e evitar a todo o custo o uso de laxantes sem acompanhamento. Pois pode até acabar prejudicando a sua saúde.


Porém se caso desandou e o seu intestino ficou preso, tente fazer esta receita de laxante natural na forma de suco com ameixa preta seca.


Conclusão


Não existe só um tipo de laxante e cada um tem uma indicação específica, além de terem efeitos colaterais. Por isso é importante ter uma alimentação equilibrada para evitar a constipação. Mas caso já apresente a constipação cuide com a automedicação. Procure sempre o acompanhamento de um profissional de saúde.